Na conclusão do post anterior referimos que alguns cientistas recusam-se a aceitar que a fusão a frio seja uma realidade. Como tal, a SVT teve o cuidado de entrevistar alguns desses cientistas.
Peter Ekström e Göran Nybom, ambos profissionais da Universidade de Lund, afirmam que tudo não passa de uma ilusão. Na sua opinião é relativamente fácil criar grandes ilusões de forma bastante simples. E para provarem as suas alegações, os dois cientistas realizaram uma pequena experiência, através da qual parecem conseguir gerar o dobro da energia utilizada.
No final da experiência, ambos dizem que o segredo está em manipular aquilo que os outros não pensam estar a ser manipulado, e ao mesmo tempo, desviar a atenção para onde queremos. Basicamente, e ainda de acordo com Ekström e Nybom, trata-se do mesmo truque utilizado pelos ilusionistas nos seus números de circo.
Os pesquisadores mais céticos da Universidade de Lund referem-se aos resultados de Rossi como sendo fraudulentos. Mantêm a posição de que apenas com temperaturas elevadíssimas se consegue a fusão pretendida e, como tal, Rossi tem de esconder a fraude atrás da palavra “segredo”.
Quando a esperança de uma energia alternativa começa a ficar mais dissipada, eis que o repórter da SVT decide ir a uma conferência na Suíça, onde Rossi irá intervir. Rossi é recebido quase “como uma estrela do rock” e é ouvido atentamente pelos vários representantes das mais importantes empresas de energia a nível internacional.
Anders Äberg, físico e representante da empresa sueca Vattenfall, é um dos que está presente e revela-se confiante no trabalho de Rossi. Considera Rossi um profissional sério e acredita que, no futuro, a energia produzida através da fusão a frio possa substituir a energia nuclear. A incluir na lista de físicos que apoiam Rossi estão nomes como Kullander, Essen e Lewan. Todos eles tiveram oportunidade de assistir ao desempenho do aparelho “milagroso” e são unânimes na conclusão: foi produzida dez vezes mais energia do que a consumida pelo engenho.
O repórter da SVT entrevistou então Magnus Holm, outro cientista de renome, o qual afirma que a energia produzida por Rossi poderá ser ilimitada, colocando de lado a utilização de energia fóssil. Inclusive a NASA está a fazer investigação com o objetivo de vir a utilizar este novo tipo de energia como combustível para as naves espaciais do futuro.
Alguns recusam-se a acreditar nesta alegada descoberta, considerando-a boa demais para ser uma realidade. Contudo, como diz Lewan em jeito de conclusão, isto até pode ser “bom demais” e se formos muito negativos, podemos estar a fechar a porta a algo tão espetacular assim!







