Um dos mais recentes objetivos do inventor do famoso E-Cat, o cientista Andrea Rossi, estava relacionado com a produção de eletricidade. Embora este fosse um alvo já bastante ambicioso, Rossi nunca descartou a hipótese e tem vindo a trabalhar nesse sentido. E aparentemente está cada vez mais próximo de o atingir.
Conforme Rossi também já havia dito, o maior empecilho à produção de eletricidade consistia na dificuldade em estabilizar o reator a temperaturas muito elevadas. Mas, no início do mês Rossi publicou boas notícias. No seu Journal of Nuclear Physics e em resposta a um dos seus seguidores, Andrea Rossi afirmou que a sua equipa tem estado bastante ocupado com a questão das temperaturas e que na semana anterior teriam conseguido um feito notável. Acrescentou que continuariam em testes a fim de confirmar aquela que poderia ser ‘uma revolução na própria revolução’. No dia seguinte, Rossi reafirmou o sucesso das últimas experiências, acrescentando que tinham conseguido estabilizar o reator a temperaturas muito, muito elevadas, uma vez que tinham descoberto a anterior causa da instabilidade do reator.
Embora alguns céticos talvez questionem a veracidade das palavras de Rossi, a verdade é que pusermos fé nessas palavras, então estamos perante mais um avanço significativo e que levantará outras questões. De acordo com o próprio Rossi, a questão da produção de eletricidade não se coloca relativamente às unidades de E-Cat para uso doméstico, devido às normas de segurança. Assim sendo, resta-nos para já as unidades de capacidade industrial, o que poderá transformar significativamente a dinâmica da produção e venda do E-Cat.
O autor dos posts colocados no site E-catworld.com especula, e bastante bem, na nossa opinião, sobre o seguinte: até que ponto as pessoas se contentarão com unidades pequenas do E-cat que se limitem a produzir aquecimento e água quente para uso doméstico quando podem ter acesso a unidades maiores que oferecem eletricidade ao preço de uma bagatela? É certo que nem o tamanho nem o preço das unidades de capacidade industrial serão apropriados para a utilização de uma só pessoa, ou mesmo de uma família. Mas que dizer da possibilidade de uma determinada comunidade adquirir uma ou mais unidades de tamanho maior para satisfazer as necessidades de toda a população, incluindo as que se prendem com a produção de eletricidade?
É certo que, conforme se diz na gíria portuguesa, não convém “pôr a carroça à frente dos bois”, mas parece haver cada vez mais hipóteses para explorar, as quais podem melhorar substancialmente a vida de todos nós.







