Andrea Rossi é um conhecido cientista e físico italiano que se tornou responsável pela invenção do famoso E-Cat, um engenho que promete vir a revolucionar o mundo da Energia.
Rossi, que também possui um doutoramento em Filosofia, começou logo aos vinte anos a conduzir pesquisas para a obtenção de energia a partir do lixo orgânico. Com 22 anos, funda a sua própria empresa com o intuito de trabalhar no campo da Energia e desde então nunca mudou de planos.
Em 1988 os cientistas Fleischmann e Pons decidiram recorrer ao Departamento de Energia dos E.U.A. em busca de fundos para a realização de uma série de testes relacionados com a fusão a frio. Este assunto interessou a Rossi que se sentiu fascinado pelas possíveis consequências de tamanha descoberta, bem como pelo próprio conceito.
Infelizmente, as expectativas de Fleischmann e Pons em conseguir o financiamento para a sua investigação não chegaram a concretizar-se. Em 1989 um painel de investigadores, contratados pelo Departamento de Energia dos E.U.A. para averiguar os resultados de Fleischmann e Pons, publicou um relatório onde era dito que não era possível garantir a autenticidade do processo de fusão a frio. Este relatório pôs fim aos intentos de Fleishmann e Pons, mas Rossi estava disposto a insistir.
Rossi continuou a trabalhar, por conta própria, na criação do que mais tarde viria a ser conhecido como o E-Cat, ao mesmo tempo que ia executando outros projetos na área do desenvolvimento energético. Em 2007, Rossi decidiu dedicar-se em exclusivo ao seu projeto da fusão a frio. Rossi tinha finalmente descoberto uma configuração de produção energética de baixas temperaturas estável.
Consciente dos perigos relacionados com a radiação gama e dos neutrões, Rossi decidiu pedir ajuda. Era necessário haver verificação por parte de alguém externo, isento e que percebesse bastante do assunto. Assim, Andrea Rossi resolveu pedir ajuda a Sérgio Focardi, professor na Universidade de Bolonha. Focardi, que desde os anos 90 tinha vindo a estudar a reação níquel-hidrogénio, ficou entusiasmado com a proposta de Rossi e que era a seguinte: caso Focardi conseguisse desmentir cientificamente os seus resultados, Rossi dar-lhe-ia uma recompensa.
Apesar do escrutínio rigoroso de Focardi, este não conseguiu invalidar os resultados obtidos por Rossi que acabou por contratá-lo para trabalharem juntos. Finalmente, em 2009, Rossi veio a público apresentar o seu catalisador de energia, o E-Cat, reacendendo a polémica sobre a autenticidade da fusão a frio.
Mais recentemente e apesar de todas as críticas, Rossi conseguiu patentear a sua invenção. Essa patente é válida apenas para a Itália e ao que se sabe Rossi ainda aguarda a atribuição de patentes válidas para o resto da Europa e para os E.U.A..
Sabe-se que, nestes últimos anos, o caminho de Rossi não tem sido fácil, pois o cientista tem sido alvo de muitas críticas e acusações de fraude. Para além disso, o financiamento foi nulo durante a maior parte do tempo, o que fez com que fosse o próprio Rossi a suportar financeiramente as suas investigações. Atualmente, Rossi tem também de defender-se dos concorrentes cujo número aumenta a cada dia que passa. Ainda assim, a confiança na sua descoberta tem dado a Rossi o alento necessário para continuar o seu trabalho a todo o vapor!





